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Canto virtual amadorístico, reservado para as divagações pessoais de um admirador incurável da Sétima Arte e de todas as suas extensões - principalmente do gênio fascinante do cineasta Steven Spielberg. Continuação do antigo blog de mesmo nome. Comentários. Vídeos. Galerias. Previsões dos indicados ao Oscar. É a magia do cinema que aqui exerce seu império.
[CRIADO E PRODUZIDO POR GUSTAVO H. RAZERA/ANO III]

Quarta-feira, Maio 20, 2009

É o Fim, Sim!


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O que eu escrevo não se fala. É hora de seguir novos caminhos.

Atividades encerradas no Império: 25/6/2004 - 20/5/2009.

Encontraremo-nos de novo, em breve, numa rua chamada Mulholland...

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Sexta-feira, Maio 08, 2009

PAUSA


Sem inspiração para continuar produzindo material com a mesma frequência e qualidade de outrora, nem tempo para dedicar a visitas e comentários aos estimados colegas, cheguei à conclusão de que, para o futuro bem deste endereço que já existe há quase quatro anos, o melhor é deixá-lo de molho por uns tempos e refrescar as ideias.

Este não é um the end, mas pode marcar o início de algo novo.

Cumprimentos a todos, e até algum dia...

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Terça-feira, Maio 05, 2009

OPINIÃO: Orfanatos e Criancinhas, um Combo Infernal



Un cuento de amor. Una historia de terror.

Sinopse: Laura (Belén Rueda) retorna à casa onde fora criada e decide transformá-la em um orfanato. Problemas começam quando o filho de Laura começa a fazer amigos imaginários. A nova vizinhança desperta a imaginação de seu filho, que começa a se deixar levar por jogos de fantasias cada vez mais intensos. Estes jogos vão inquietando Laura até um ponto que chega a pensar que existe algo na casa que está ameaçando sua família. A escalada de estranhos acontecimentos farão com que ela busque a ajuda de parapsicólogos. Fonte: Yahoo! Cinema.

Asilos para órfãos tendem a ser vistos com maus olhos pelos roteiristas, essas criaturas imaginativas e maliciosas.

Custa vasculhar a memória em busca de exemplos em que o local haja sido retratado como acolhedor ou, ao menos, não tenha servido de palco para dramas angustiantes. Outra tara para eles são as criancinhas, que podem parecer freqüentemente mitificadas como anjos na terra em produções para a família, ou sofredoras vítimas de injustiças atrozes, em dramas.

A partir de certo ponto, porém, passaram a surgir sucessivas obras que as empregava como guardadoras do puro mal. Em seu absorvente longa de estréia, o habilidoso J.A. Bayona faz convergir ambos os elementos temáticos, unindo o aterrador ao desagradável, para nos envolver num suspense engenhoso sobre amor maternal, perpassando as trevas do horror para ao final, comover.

Embora permaneça aquém da perfeição estrutural de O Sexto Sentido e da sofisticação da encenação em Os Outros, este fenômeno espanhol de crítica e bilheteria tem tutano de sobra se comparado a engodos baratos como 1408. Em quesitos técnicos, anote-se, não fica atrás de nenhuma empreitada bancada pelo ouro hollywoodiano, conforme corrobora a evidente qualidade da fotografia, da edição e do cuidado com a cenografia.

Bayona entregou um thriller fantástico, classe A, tenso o suficiente para compelir garotinhas a sair berrando de medo da sala (fenômeno que testemunhei durante a sessão) e urdido com profundidade a ponto de fazer o público repassar as minúcias de cada evento, engolfado pela fascinante consistência psicológica emprestada à exposição de enredo e personagens. Resta, agora, esperar pelo inevitável anúncio de algum oportunista remake estadunidense, o que serviria de prova da eficácia de O Orfanato.

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///Repare... nas curtas, mas especialíssimas, participações de Geraldine Chaplin e Edgar Vivar.

//Referências:
  • 1408: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
  • O Sexto Sentido: Photobucket
  • Os Outros: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
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Visto em 5/4/08. [Cinema]

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Sexta-feira, Maio 01, 2009


Carrie, a Estranha (Carrie/de Brian De Palma/1976)

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Domingo, Abril 26, 2009

OPINIÃO: Culpa e Reparação



Baba (Homayoun Ershadi): There is only one sin, only one. And that is theft. Every other sin is a variation of theft... When you kill a man, you steal a life. You steal his wife's right to a husband, rob his children of a father. When you tell a lie, you steal someone's right to the truth. When you cheat, you steal the right to fairness.

Sinopse: Depois de passar anos na Califórnia, Amir (Khalid Abdalla) retorna para sua cidade natal, no Afeganistão, para tentar corrigir seus erros do passado. Amir também terá de ajudar um amigo de infância que está com sérios problemas com o filho. Fonte: Yahoo! Cinema.

O bom senso recomenda abrir este comentário com uma declaração pertinente à integridade da opinião que será emitida antes de compartilhar outras impressões: li as quinze, talvez vinte páginas iniciais do livro e só, mas agora que assisti à sua adaptação cinematográfica acredito ter compreendido por que a saga de culpa e reparação de Khaled Hosseini, a princípio aparentemente restrita ao imaginário afegão, tocou milhões de leitores ao redor do mundo: as emoções que suscita são universais.

Somente um cínico desiludido duvidaria da existência de alguém como Hassan (interpretado por um menino memorável, Ahmad Khan Mahmidzada), capaz de nutrir uma amizade incorruptível por seu senhor, além de ser dono de um sólido senso de correção. Ou do protagonista Amir que, na infância, comete o pecado de rejeitar essa abnegação e então, adulto e consciente, fazer o que fez para reparar a vergonha do passado, regenerando-se por dentro. "Há um jeito de ser bom novamente" é o mantra do caminho percorrido pela trama, a qual não deixa de surpreender com algumas revelações inesperadas. O público deve ir preparando os lenços. A probabilidade de usá-los é alta.

O roteirista David Benioff (Tróia) orienta-se por esses temas abrangentes que, por sua vez, encapsulam outros, contextualizados de maneira específica, como a relação entre etnias rivais de um mesmo território (no caso, hazaras e pashtuns), tangenciado também fenômenos políticos, históricos e culturais inegáveis como a influência cultural estadunidense no estrangeiro e a herança maldita do fundamentalismo Talibã após a saída do Exército soviético do Afeganistão (e aqui pode-se traçar um elo de ligação com o abordado na comédia Jogos do Poder, de Mike Nichols).

Percebe-se que Benioff tem muito a comunicar, mas O Caçador de Pipas não se esgota nele - impõe-se tratar de Marc Forster (Em Busca da Terra do Nunca), encarregado de conferir praticidade à expiação de Amir. E o diretor é a razão do projeto não ter alçado vôos maiores, que talvez o elevasse ao status de obra-prima: Forster aparenta excessiva cautela em entregar-se ao sentimental, mesmo quando nada de errado haveria em fazê-lo, desde que soubesse como fazê-lo. Sua encenação frugaz, com planos curtos e cortes abruptos, esvazia a dramaticidade requerida em momentos cruciais, resultando num drama correto, por vezes comovente, mas nunca marcante.

COTAÇÃO: Photobucket

///Referências:
Repare... na atuação de Homayoun Ershadi, como Baba, pai de Amir.
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Visto em 30/3/08. [Cinema]

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Terça-feira, Abril 21, 2009

DVDs: Grandes Filmes que Eles Têm e Nós Não - 9ª Parte


//Nota:
os links apontam para a respectiva página de cada filme no site Amazon.com (em inglês).





A Estrada Perdida (Lost Highway/de David Lynch/1997)





Terra das Sombras (Shadowlands/de Richard Attenborough/1993)





A Salvo (Safe/de Todd Haynes/1995)





O Exército das Sombras (L'Armée des ombres/de Jean-Pierre Melville/1969)


A Nave da Revolta (The Caine Mutiny/de Edward Dmytryk/1954)


O Ídolo Caído (The Fallen Idol/de Carol Reed/1948)



Tudo o que o Céu Permite (All that Heaven Allows/de Douglas Sirk/1955)

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/NOTA (21/4): Alex informa que Os Último Dias de Laura Palmer existe em DVD no mercado brasileiro. Troquei-o por Correndo pela Vitória.

Continua...

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